EDU FALASCHI – 28/07/2017 – BAR DA MONTANHA – LIMEIRA/SP – RESENHA POR FERNANDO R.R. JÚNIOR – ROCK ON STAGE

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Amparo/SP 2002. O Angra, que há pouco tempo havia anunciado seu novo line-up com Edu Falaschi nos vocais substituindo André Matos, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro nas guitarras, Felipe Andreoli no baixo substituindo Luís Mariutti, Aquiles Priester na bateria substituindo Ricardo Confessori e Fábio Laguna nos teclados realizaram um dos muitos shows da turnê do álbum Rebirth, sendo este especificamente, a primeira vez que assisti a banda ao vivo em um show sensacional e onde confirmei que a sua capacidade era melhor que eu pensava e que o então novo line up seria capaz de segurar a bandeira da Angra com louvor.

Limeira 2017. Passados quinze anos e muitas apresentações do Angra depois com a participação Edu Falaschi nos vocais, que durou até 2011, eis que novamente reviveria a emoção deste período da história do Heavy Metal Brasileiro e de minha vida com a presença de outros renomados músicos e ex-Angra com o calibre de Aquiles Priester na bateria, Fabio Laguna nos teclados e também os competentes companheiros do vocalista na banda Almah: Diogo Mafra na guitarra e Raphael Dafras no baixo, além do excelente Roberto Barros na guitarra.

A Era Falaschi no Angra resultou nos álbuns Rebirth ( 2001 ), Temple Of Shadows ( 2004 ), Aurora Consurgens ( 2006 ) e Aqua ( 2010 ) de estúdio, no EP Hunters And Prey ( 2002 ) e no ao vivo Rebirth World Tour: Live In São Paulo ( 2003 ) e nesta noite no Bar da Montanha pude conferir o novo projeto do vocalista, o Edu Falaschi Rebirth Of Shadows Tour somente com músicas extraídas destes discos no set list, que para quem viveu a época de seus lançamentos… posso dizer que era um retorno da magia da primeira década deste terceiro milênio no ar.

Mesmo com o Almah em excelente fase com o álbum E.V.O. ( 2016 ), o Hangar com o grandioso disco Stronger Than Ever ( 2016 – leia resenha ), um show onde seriam revividos os clássicos gravados pelo Angra em sua segunda fase com três integrantes da formação que foram responsáveis pelas composições e gravações das músicas… era a certeza de casa cheia e assim, o Bar da Montanha esteve… lotado por fãs de várias cidades da região e mais distantes como Araraquara/SP, Mococa/SP, Espírito Santo do Pinhal/SP, Mogi Guaçu/SP, Americana/SP, Andradas/MG, Campinas/SP e tantas outras.

Foi beirando à meia noite que começamos a ouvir a introdução de Deus Le Volt! ( do Temple Of Shadows ) e percebemos que o momento chegara… sendo que um a um foram adentrando ao palco, primeiro Aquiles Priester, que surge atrás de sua gigante bateria, depois Roberto Barros mais a esquerda do palco ( para quem olha ), Raphael Dafras no baixo ao lado de Roberto Barros, Diogo Mafra na guitarra e Fábio Laguna com seus três teclados à direita, todos aguardando a presença de Edu Falaschi, que chegou distribuindo sorrisos.

Assim, tivemos a explosiva Spread Your Fire, que naturalmente levou minha mente para 2005, quando vi o meu primeiro show da Temple Of Shadows Tour e teve sua atmosfera Power Metal recriada nesta noite com toda a vibração que a música possui, inflada com a atuação de Fábio Laguna se mexendo bastante em seus teclados e também com o verdadeiro massacre técnico e veloz de Aquiles Priester em sua bateria. O trio de cordas não deixou por menos e nos entregou todos os solos com a categoria que ansiávamos.

Logo depois tivemos a Acid Rain ( do Rebirth ) com a plateia pulsando e enviando vários “hey…hey…” para receber em contrapartida todo os potentes vocais de Edu Falaschi ( sim… ele passou por problemas no passado com sua voz que sabemos, está devidamente curado e cantando muito ). No momento dos solos de teclados, senti um prazer extra por ver Fábio Laguna executando com primor suas notas com o carisma que demonstrou por todo o show e enquanto isso, Edu Falaschi comandava a eletricidade dos fãs, seja cantando ou mexendo com todos nós com suas atitudes no palco. Sim, ele é um excelente frontman, que faz todos cantarem consigo e arrumou tempo para filmar os fãs.

Em seguida, hora de Running Alone, outra do discão Rebirth, que também contagiou com sua energia positiva, seja nos solos da dupla Diogo Mafra e Roberto Barros, nos precisos toques de bateria de Aquiles Priester ou na exuberância de Fábio Laguna nos teclados, que particularmente, não parava quieto e sabia interagir com a plateia.

Aos efusivos gritos de “Edu… Edu…”, o empolgado vocalista nos pergunta: “E aí Limeira, beleza aí? Como vocês estão?” e entre sorrisos complementa: “Agora moro pertinho aí de vocês… moro em Andradas… 1:10 daqui.. Bem, nós estamos fazendo esta Rebirth Of Shadows Tour tocando as músicas do Angra…” e a galera pede algumas canções, grita o nome dos integrantes, enfim, demonstra sua alegria.

O comunicativo Edu Falaschi informa: “Vamos fazer mais uma do Temple Of Shadows então” e no violão começa a executar a balada Wishing Well, que agradou em cheio por conta de sua belíssima melodia em que podemos perceber os agudos certeiros do vocalista e também cantarolar seu refrão com ele compartilhando a animação que era emanada do palco.

Uma característica que marcou ( e marca ) a carreira do Angra é o seu mergulho na música brasileira e isso ficou evidente com a adrenalina contida Caça e Caçador do Hunters And Prey, que é cantada em português e não me lembro se em shows anteriores do Angra foi executada, porém, nesta noite no Bar da Montanha foi e trouxe uma clima delicioso no ar, que é o que importa.

Sem parar, hora da pesada Angels And Demons do Temple Of Shadows, onde Aquiles Priester ‘martela’ sua bateria para que depois os guitarristas Roberto Barros e Diogo Mafra enviem os solos que fizeram esta música se tornar um emblemático Power Metal nos vocais de Edu Falaschi, que levantou o público e fez a maioria cantar com ele, aliás, vale dizer como seu refrão fica na memória, além de ser uma das minhas favoritas.

Emoções à mostra

Antes de começarem a próxima, Edu Falaschi conta que ela foi uma de suas contribuições para o Angra no álbum Rebirth e que foi aprovada por Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, também pudera, como não aprovar a balada Heroes Of Sand? E neste show no Bar da Montanha foi muito impactante assistir ele cantando esta música e poder participar com a banda soltando a voz – principalmente – em seu refrão.

E em um momento mais “romântico”, o sexteto envia outra balada, agora a Breaking Ties do Aurora Consurgens, que também foi responsável por produzir aquela sensação de paixão em todos e também nos fixar atentamente aos solos de Roberto Barros em sua guitarra, que deixou claro porque foi escolhido para realizar os solos que anteriormente eram de Kiko Loureiro.

Totalmente à vontade e até um pouco intimista

Edu Falaschi volta a conversar com a plateia sempre sorridente, fala tem muita coisa para tocar e que: “teria que ser um show de cinco horas”, além de reparar nos pedidos de músicas dos fãs, mas, informa que vai retornar novamente ao Bar da Montanha com outras músicas que não estão no set desta noite e brinda com um fã que pede a Eyes Of Christ. Por fim, anuncia “vamos fazer uma música aqui diferente” e enfrenta um problema técnico, que com muito bom humor diz “ao vivo é assim mesmo…” e rapidamente o defeito foi sanado pela equipe técnica presente.

Depois que tudo estava pronto, Edu Falaschi novamente pega um violão, e elogia o Bar da Montanha dizendo que é um dos mais clássicos do Brasil para dedilhar trechos de Wish You Where Here ( do Pink Floyd que levou eu e muitos à um êxtase ) e então nos envia uma versão acústica de Pegasus Fantasy, música tema do desenho mangá japonês Os Cavaleiros do Zodiáco, que uma vez o vocalista gravou em estúdio e desde então sempre é pedida por onde ele se apresenta sendo cantada por todos.

Ainda neste momento introspectivo, Edu Falaschi relembra de uma música que jamais imaginava que ele fosse tocar no show, a Tempo Perdido do Legião Urbana, que foi cantada por todos, afinal, é um clássico do Rock Nacional. Ainda com o violão nas mãos, ele ensaia um trecho de uma outra canção, mas, a interrompe.

“Vamos fazer agora mais uma música do ‘Temple’?” indagou Edu Falaschi e se divertindo tanto quanto nós, já com os demais membros do projeto no palco tivemos um dos mais belos momentos do show com a Late Redemption, que no álbum conta com a presença de Milton Nascimento dividindo os vocais com ele, um fato que ajudou a deixar o cd Temple Of Shadows mais marcante, entretanto, nesta noite, quem fez as partes do cantor mineiro fomos nós na plateia junto a Fábio Laguna, que sempre apoiava nos backing vocals. Novamente, Edu Falaschi cantou com uma garra enorme e tornou a versão exibida aqui deveras encorpada.

 

Uma das estrelas da noite era sem sobra de dúvidas o baterista Aquiles Priester, que foi apresentado por Edu Falaschi e iniciou o seu majestoso solo, isso mesmo, não estou exagerando, pois, vimos um dos melhores bateristas brasileiros em ação e um dos melhores do mundo no momento. E além de realizar aquele solo técnico, empolgante e vigoroso, Aquiles Priester incluiu trechos da conhecida música Brasileirinho como tema de fundo enquanto ‘metralhava’ seu kit de bateria e algo que já havia um tempo que eu queria rever.

Isso, de certa forma serviu de aquecimento para uma das mais pesadas do show e também que é possuidora de uma enorme dificuldade de ser cantada, a detonadora Temple Of Hate do Temple Of Shadows, onde vejo o guitarrista Roberto Barros solar sua guitarra com habilidade junto a Diogo Mafra e não posso também de ressaltar o animado Fábio Laguna, que solou seus teclados com muita perspicácia.

Contente com seus companheiros de palco e com os fãs que aplaudiram consideravelmente, Edu Falaschi solta um “obrigado” e informa: “já joguei sal grosso aqui… fica tranquilo… agora vai…”, referindo-se de forma bastante divertida ao problema enfrentado e continua: “vamos fazer uma música do Hunters And Prey, que quem regravou foi o Calcinha Preta…” e entre risos conclui: “podia ter sido o Pink Floyd… vamos fazer esta música agora…”, sendo que desta forma descontraída, a formosa balada Bleeding Heart, que figura dentre as mais bonitas criadas pelo Angra foi exibida e acompanhada com felicidade por cada presente, que mantiveram os olhos atentos à performance de Edu Falaschi, que cravou uma atuação de gala neste momento.

E aos toques mais aveludados dos teclados de Fábio Laguna tivemos outra mais lenta com a emblemática Millenium Sun do Rebirth, entretanto, esta apenas começa lenta, pois, quando recebe mais peso se torna um Heavy Metal Melódico de grande destreza e que ateia fogo nos fãs, que batem palmas e gritam vários “hey… hey…” no ritmo da música, além claro de tentar cantar suas notas com Edu Falaschi.

Antes de prosseguir Edu Falaschi diz: “agora gostaria de apresentar essa galera que está fazendo a Rebirth Of Shadows Tour por todo o Brasil” e assim, fala o nome de cada um dos integrantes do projeto com direito a uma história mais cômica de cada um sendo o primeiro o Diogo Mafra, depois Raphael Dafras e Roberto Barros ( que ele fez um longo discurso elogiando ao guitarrista, que aprendeu rapidamente as complexas músicas do Angra ) e além dos aplausos, a galera gritou “Vai Safadão… Vai Safadão…” causando risos entre todos no palco, pois, era uma piada interna que foi ‘vazada’ nas redes sociais.

Quando chegou a vez de Fábio Laguna foi bacana, pois, ele teve seu nome gritado pelos fãs sendo anunciado como “um monstro sagrado dos teclados” e logo depois, o mestre das baquetas, que foi introduzido assim: “como um dos melhores bateristas do planeta, o grande Aquiles Priester” e que apareceu atrás de seu enorme kit de bateria com muitos sorrisos. E o músico vem para a frente do palco, cobra uma euforia maior da galera, dizendo que falou aos outros músicos que o público de Limeira é insano e que precisamos agitar mais. Bem… é que estávamos extasiados com o tamanho do show que vimos, por isso, que não agitamos tanto. Aquiles Priester complementa dizendo que é um dos bares mais Rockeiros por onde ele já tocou, imaginava que jamais isso fosse acontecer ( de tocar estas músicas ) e da importância que Fábio Laguna teve para isso acontecer.

Em sua longa fala, ele lembra que muitos dos presentes não viram no passado ele, o Fábio Laguna e o Edu Falaschi tocando juntos, então é uma oportunidade única. E coube a Aquiles Priester apresentar o vocalista sintetizando a importância dele para o Angra: “o cara que gravou dois dos discos mais importantes do Metal mundial. Escreveu mais de cinquenta por cento das músicas do Angra, o inigualável, o único, Edu Falaschi!”, que foi bastante aplaudido.

Em retribuição dispararam outra que é para incendiar o show, a Waiting Silence do Temple Of Shadows, que foi responsável também marcar este disco entre os melhores do Angra ( para mim foi o melhor da Era Falaschi ) e outro momento impecável desta noite, que prosseguiu com a rápida e melódica Live And Learn do Hunters And Prey, que também foi uma surpresa, tanto que acredito que se trata de outra que não era executada pelo Angra em seus shows, porém, nesta noite e na turnê atual, Edu Falaschi soltou a potência de sua voz para deixar claro que pode alcançar os agudos que forem necessários. E Live And Learn encerrou a primeira parte do show memorável que aconteceu no Bar da Montanha.

Para o bis, vemos o violão ser colocado no centro do palco e a plateia já canta um “Olê… Olê… Olê… Edu… Edu…”, que ao retornar ao palco começa a dedilhar o instrumento até ‘encontrar’ as notas da lindíssima Rebirth ( título do álbum ), que assim que os fãs perceberam soltaram os “ôôôôôôô” e cantaram em uníssono seus versos com o vocalista criando aquelas partes de um show, que certamente particularizam tanto o público quanto os músicos, que também voltaram ao palco para os trechos mais pesados, onde Roberto Barros brilhou nos solos de guitarra.

Lógico que se acabasse aqui ficaríamos bastante felizes, mas, ainda faltava um dos maiores hits da Era Falaschi do Angra com a dupla In Excelsis/Nova Era ( ambas do Rebirth ), pois, a música te conquista facilmente e ver sua versão com este novo projeto basicamente me conduziu ao meu primeiro show do Angra no já longínquo ano de 2001. Sabe aquela história que um filme passa na sua cabeça? Então é mais ou menos por aí…

Divagações à parte, a versão que o sexteto nos mostrou foi tão pesada, rápida, pulsante e ardente quanto a original e foi a melhor forma de encerrar este magnífico show com Edu Falaschi simplesmente provando que está em uma fase esplêndida de sua vida.

Reconexões

No final, eles se reúnem no palco, são intensamente aplaudidos e posam para aquela foto com os fãs ao som de Gate XII ( do Temple Of Shadows ), jogam palhetas e baquetas antes de se despedirem em definitivo plenamente satisfeitos quanto nós ficamos por termos participado deste show, que durou próximo de duas horas.

Nesta noite, posso dizer que o passado e o presente se reconectaram provando a importância que o Angra teve ( e tem ) para o Heavy Metal Brasileiro, para os seus ex-integrantes ( pois, sabemos que Ricardo Confessori realiza shows homenageando alguns dos outros clássicos que gravou com a banda em sua época, o próprio André Matos também relembra dos álbuns que comandou os vocais e até mesmo o Angra, que entre as novas composições, jamais pode esquecer de músicas da Era Falaschi ) e também para nós, que pudemos ver um dos melhores shows em Limeira no Bar da Montanha em 2017.

Autoridade

Em tempos que reuniões como esta são criticadas por reativarem dos tempos áureos das bandas ou por realizarem turnês dos discos clássicos de sua história, enfim, essa galera do contra, que fala mal de tudo, saibam que é muito bacana ver que Edu Falaschi mergulhar seu passado e exibir para os mais novos ( e para os saudosos mais velhos ) a delícia que eram os shows do Angra nesta época.

E Edu Falaschi pode… afinal, são 25 anos de carreira, mais de um milhão de álbuns vendidos, 16 discos oficiais com ele nos vocais ( sejam do Mitrium, Venus, Symbols, Angra, Almah ou solo ), além de apresentações por todo o Brasil, em grandes festivais como pelo mundo como Rock In Rio, Wacken Open Air, Sweeden Rock Festival, Monsters Of Rock, Prog Power… ufa!!! E como Edu Falaschi prometeu que voltará ao Bar da Montanha para mais uma perna da Rebirth Of Shadows Tour com outras canções no set já ficamos aguardando para reviver outras vibrações de sua fase no Angra.

Antes de finalizar esta resenha, o show organizado pela Circle Of Inifinity Produções teve também uma importante iniciativa social, onde foi solicitado para que os fãs levassem um quilo de alimento que foram doados para as instituições de caridade de Limeira/SP sendo arrecadados uma tonelada e registro aqui meus parabéns para Edson Moraes pelo empenho em não só alegrar nós amantes do Heavy Metal com o show, mas, também quem precisa e passa necessidades, ainda mais neste período complicado em que se encontra o Brasil.

Set List do Edu Falaschi Rebirth Of Shadows Tour

1 – Deus Le Volt! ( Introdução )
2 – Spread Your Fire
3 – Acid Rain
4 – Running Alone
5 – Wishing Well
6 – Caça e Caçador
7 – Angels And Demons
8 – Heroes Of Sand
9 – Breaking Ties
10 – Arising Thunder
11 – Pegasus Fantasy
12 – Tempo Perdido
13 – Late Redemption
14 – Drum Solo
15 – Temple Of Hate
16 – Bleeding Heart
17 – Millenium Sun
18 – Waiting Silence
19 – Live And Learn
20 – Rebirth
21 – In Excelsis/Nova Era

Galeria de fotos:
Link 1 – https://www.facebook.com/144913132230891/photos/?tab=album&album_id=1487346147987576
Link 2 – http://www.infomidiaexpress.com/edu-falaschi-28072017-bar-da-montanha-limeirasp/

Evento realizado por Circle Of Infinity Produções
Cobertura: Rock On Stage
Assessoria de imprensa: Infomidia Express
Data: Sexta-feira – 28 de julho de 2017
Local: Bar da Montanha – Limeira – SP

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